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sexta-feira, 20 de março de 2009

Veja o que custa o politico no Brasil



Materia publicada no jornal Bom dia Brasil, da Rede Globo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Justiça afegã condena jornalista a 20 anos de prisão por blasfêmia

da Efe, em Cabul

A Suprema Corte do Afeganistão confirmou a condenação a 20 anos de prisão para um jornalista acusado de blasfêmia, informou nesta quarta-feira um parente do réu.

O jornalista foi levado à Justiça por distribuir um artigo, recolhido na internet, sobre os direitos da mulher na sociedade afegã.

Syed Yaqub Ibrahimi assegurou que seu irmão, Syed Pervez Kambakhsh, é vítima de um "jogo político" e exigiu ao presidente Hamid Karzai que revise a sentença.

O estudante Kambakhsh, 24, que também trabalhava para o jornal local "Jahan-e-Naw", foi preso em outubro de 2007 na cidade de Mazar-e-Sharif, capital da Província de Balkh.

Em janeiro de 2008, um tribunal local o condenou à morte após considerá-lo culpado de blasfêmia por distribuir e debater, com seus companheiros de universidade, um artigo de uma autora iraniana estabelecida na Europa que denunciava a falta de direitos da mulher afegã.

Em uma primeira apelação, uma corte de Cabul comutou em outubro de 2008 a pena máxima por uma condenação a 20 anos de prisão, sentença que ontem foi confirmada pelo Supremo.

O caso levou a organização Repórteres Sem Fronteiras a pedir ao governo afegão que reforme a lei contra a blasfêmia.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Real Time with Bill Maher

Do apresentador e comediante norte-americano Bill Maher, no Real Time with Bill Maher (HBO Plus), sobre Barack Obama:

- Nós começamos há 16 anos com Politically Incorret, em 1993. Depois mudamos para a HBO com o Real Time, em 2003. Em todo esse tempo nunca fiz um monólogo sobre um presidente que não fosse um caipira excitado ou um idiota analfabeto. Isto é bem desafiador!

- Bem, que início! Só nesta semana, Obama assinou a lei de estímulo de US$ 787 bilhões e propôs um resgate imobiliário de US$ 250 bilhões.
Ele está governando há um mês e já perdeu um trilhão de dólares!
Isto é ser negro o bastante para vocês?

Sobre a crise atual:
- Eu fui abrir uma conta num banco e eles me pediram uma torradeira.

Do deputado republicano (Texas) Ron Paul, sobre a crise:

- É politicamente inaceitável, mas é o certo. O Estado não deveria fazer nada. Quando se cria uma bolha financeira, gerando muitos investimentos e dívidas, eles devem ser liquidados.

- É triste, mas deve-se deixar todos estes bancos e empresas que emprestaram demais, falirem. Mas como os políticos sentiriam-se desnecessários, e eles não gostam disso, então querem fazer alguma coisa. Mas o quê estão fazendo está errado.

Real Time with Bill Maher, sétima temporada
HBO Plus, às 00h20min do sábado
Reprise na HBO Plus 2, às 03hh20min

quarta-feira, 4 de março de 2009

Repitam os políticos

Gilberto Dimenstein

16/02/2009

Folha de São Paulo

O aluno de escola pública é vítima do professor que não ensina direito que, por sua vez, é vítima dos governantes que não levam a educação a sério - a solução mais justa e eficiente, portanto, é repetir não os alunos, mas os políticos. Punir os políticos é a essência de uma das propostas sociais mais ousadas no país, batizada de Lei de Responsabilidade Educacional.

Apoiada por entidades como Unesco, Unicef, Todos pela Educação, além de representantes de secretários estaduais e municipais da Educação, a proposta visa punir governantes que não atinjam as metas fixadas para o ensino público - é algo que se assemelha à Lei da Responsabilidade Fiscal.

Recebi a informação de que o Ministério da Educação vai apresentar, ainda neste semestre, um projeto de responsabilidade educacional para ser encaminhado ao Congresso.

Podem apostar, que se essa lei sair do papel, os prefeitos e governadores vão ter de prestar mais atenção no que acontece na sala de aula, onde o aluno é a grande vítima.

segunda-feira, 2 de março de 2009

A morte do segredo bancário suíço

por Gilles Lapouge, no Estado de São Paulo

24.02.09

do blog do Noblat

A Suíça tremula. Zurique se alarma. Os belos bancos, elegantes, silenciosos de Basileia e Berna estão ofegantes. Poderia se dizer que eles estão assistindo na penumbra a uma morte ou estão velando um moribundo. Esse moribundo, que talvez acabe mesmo morrendo, é o segredo bancário suíço.

O ataque veio dos Estados Unidos, em acordo com o presidente Obama. O primeiro tiro de advertência foi dado na quarta-feira (18). A UBS - União de Bancos Suíços, gigantesca instituição bancária suíça - viu-se obrigada a fornecer os nomes de 250 clientes americanos por ela ajudados para fraudar o fisco. O banco protestou, mas os americanos ameaçaram retirar a sua licença nos Estados Unidos. Os suíços, então, passaram os nomes. E a vida bancária foi retomada, tranquilamente.

Mas, no fim da semana, o ataque foi retomado. Desta vez os americanos golpearam forte, exigindo que a UBS forneça o nome dos seus 52.000 clientes titulares de contas ilegais. O banco protestou. A Suíça está temerosa. O partido de extrema-direita, UDC (União Democrática do Centro), que detém um terço das cadeiras no Parlamento Federal, propõe que “o segredo bancário seja inscrito e ancorado pela Constituição federal”.

Mas como resistir? A União de Bancos Suíços não pode perder sua licença nos EUA, pois é nesse país que aufere um terço dos seus benefícios.

Um dos pilares da Suíça está sendo sacudido. O segredo bancário suíço não é coisa recente. Esse dogma foi proclamado por uma lei de 1934, embora já existisse desde 1714. No início do século 19, o escritor francês Chateaubriand escreveu que “neutros nas grandes revoluções nos Estados que os rodeavam, os suíços enriqueceram à custa da desgraça alheia e fundaram os bancos em cima das calamidades humanas”.

Acabar com o segredo bancário será uma catástrofe econômica. Para Hans Rudolf Merz, presidente da Confederação Helvética, uma falência da União de Bancos Suíços custaria 300 bilhões de francos suíços ou 201 milhões.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ressaca pode ser menor com carboidratos e líquidos

MAURÍCIO HORTA
colaboração para a Folha de S.Paulo

"Meu pai nunca teve ressaca", diz Inês de Castro, 69, filha do cofundador da Mangueira, Carlos Cachaça (1902-1999). "E não tinha esse negócio de chá de boldo." Mas o dom da invulnerabilidade se reserva aos mitos. Mesmo sua filha, a "Cachacinha", não é imune. "Para o Carnaval, vou preparar um chá de louro com casca de cebola."

Longe da mitologia da ressaca, a única forma garantida de evitar o mal do dia seguinte é beber moderadamente. Mas, se o impulso carnavalesco derrubar o bom senso, o que resta é manter o estômago forrado.

O álcool ataca o aparelho digestivo, o que causa esofagite, gastrite e duodenite, cujos sinais são azia e enjoo. Também baixa os níveis de glicose (que se manifesta com mal-estar geral, torpor, dificuldade de raciocínio e até coma), além de desidratar o corpo e dilatar os vasos sanguíneos -razão provável da dor de cabeça.

Comer antes e durante as festas evita que o álcool desça direto do estômago para o duodeno, onde é absorvido; também protege a mucosa e evita a queda do nível de glicose. Se for tarde demais, a azia é contornada com antiácido ou leite, e o enjoo, com um procinético, que ajuda a esvaziar o estômago.

Verdade: comer, comer

"Bastante carboidrato antes e muito líquido e fruta depois", aconselha Robério Theodoro de Souza, 27, o rei Momo mais magro da história da cidade, com 91 kg. Ele está correto, de acordo com a nutricionista Ioná Zalcman, da Unifesp,.

"O ideal é, três a quatro horas antes da folia, fazer uma refeição caprichada com muitos carboidratos complexos, como massas", diz Zalcman. Digeridos lentamente, eles evitam grandes variações de níveis glicêmicos. Se não tiver tempo, um lanche ajuda.

Se a festa durar mais de uma hora, Zalcman aconselha levar no bolso barrinhas de cereal ou biscoitos salgados. Para evitar desidratação, ela indica a ingestão de 150 a 200 ml de líquidos não-alcoólicos a cada 20 minutos. A preferência é por isotônicos, que recompõem os eletrólitos perdidos no suor e urina.

Para o dia seguinte, bastante água ou sucos, frutas ricas em água, como melancia, melão e laranja, e muito carboidrato e pouca gordura em todas as refeições. "Se comer carne, prefira as brancas às vermelhas."

Meia-verdade: uma colher de azeite antes

Lipídios demoram muito para descer do estômago. Eles protegem a mucosa do órgão contra uma gastrite alcoólica e dificultam a absorção do álcool, segundo Wellington Monteiro Machado, presidente da Sociedade de Gastroenterologia e Nutrição do Estado de São Paulo. No entanto, essa absorção lenta diminui a percepção do álcool, o que acaba levando o folião a beber ainda mais, diz Lígia Maria Guimarães, gastroenterologista do Hospital Edmundo Vasconcelos.

Mito: manter-se bêbado

"Eu deixo rolar a dívida. Quando acordo, tomo uma cerveja gelada", diz Alvanísio Damasceno, 52, presidente do Bloco das Carmelitas, do Rio. "Isso não é mito, é um crime", rebate Carlos de Barros Mott, gastroenterologista do Hospital Sírio-Libanês. Manter o nível alcoólico no sangue pode adiar a ressaca, mas a tal dívida voltará de qualquer forma quando o nível baixar. "Essa crendice é um sinal de dependência que só estimula o consumo e a intoxicação. Não pode ser estimulada", diz Raymundo Paraná, professor de Hepatologia Clínica da Universidade Federal da Bahia.

Mito: analgésicos

Ácido acetilsalicílico e paracetamol aliviam a dor causada pela vasodilatação no cérebro; no entanto, o primeiro agrava a gastrite alcoólica e o segundo, misturado ao álcool, pode levar a doença hepática grave, segundo Paraná. Anti-inflamatórios também podem atacar o estômago.

Mito: cafeína

Café, energéticos e refrigerantes à base de cola entraram na mitologia etílica por conterem cafeína. Ela até pode se contrapor aos efeitos depressivos do álcool no sistema nervoso central, mas, por outro lado, também estimula a produção de ácido clorídrico no estômago, o que agrava a gastrite alcoólica, segundo Mott. Para piorar, ela tem efeito diurético, que piora o quadro de desidratação.

Senado vai ao Carnaval sem votar nada em fevereiro

20/02/2009

por Josias de Souza

(Apenas para comentar)

Na sexta-feira (20), o Senado completou 18 dias de absoluta improdutividade. Nada foi votado no plenário. Nenhuma das 11 comissões se reuniu.

Os senadores voltaram do recesso de final de ano em 2 de fevereiro. Nesse dia, elegeu-se José Sarney (PMDB-AP) para a presidência da Casa. E foi só.

A maioria dos senadores deixou Brasília entre quarta (18) e quinta (19). O expediente parlamentar só será retomado depois do Carnaval, em 3 de março.

A despeito da inatividade, os 81 senadores receberão o salário do mês: R$ 16,5 mil por cabeça. Ou R$ 1,336 milhão no total.

Considerando-se que, além do contracheque, há a verba indenizatória de R$ 15 mil, a Viúva vai gastar R$ 2,551 milhões para remunerar o nada.

“Se tivéssemos esticado o recesso, teríamos feito papel menos constrangedor”, disse, na última quarta, um resignado Osmar Dias (PR), líder do PDT.

“Só não digo que antecipamos o Carnaval porque o ambiente aqui combina mais com o de um velório”, ecoou, no dia seguinte, Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB.

Deve-se a paralisia do Senado a um rol de encrencas fomentadas por Renan Calheiros (AL), líder do PMDB.

Para colecionar os votos que permitiram a Sarney prevalecer sobre o rival Tião Viana (PT-AC), Renan vendeu terrenos na Lua, como se diz.

Prometeu a diferentes partidos cargos na Mesa diretora e nas comissões. O problema é que levou à gôndola das negociações subterrâneas mercadoria alheia.

Tradicionalmente, os cargos no Legislativo são distribuídos segundo o critério da proporcionalidade. Quanto maiores as bancada, melhores as posições.

Entre outras tratativas, Renan prometera ao PR uma secretaria na Mesa que cabe ao PDT. Comprometeu-se a instalar o PTB numa comissão que pertence ao PSDB.

A resolução do quiproquó da Mesa consumiu uma semana. O PDT ficou com a secretaria. O PR teve de contentar-se com uma suplência.

Suplência que pertencia ao PT, que já a havia cedido ao PRB, que ficou a ver navios.

No front das comissões, a guerra foi inaugurada na de Relações Exteriores. Foi às manchetes na forma de um cabo-de-guerra entre Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Fernando Collor (PTB-AL).

Ao perceber que Renan o metera numa roubada, Collor desistiu de medir forças com Azeredo. E passou a mirar a comissão de Infra-Estrutura.

Uma comissão que, pela proporção das bancadas, pertence ao PT, que indicara Ideli Salvatti (SC), que disputava o posto com Valdir Raupp (PMDB-RO).

Um Raupp que acabou sendo triturado por Renan, que empurrou Collor para a briga com a petista Ideli. Em meio ao furdunço, os líderes cobraram a mediação de Sarney, que preferiu fingir-se de morto.

Durante todo o mês de fevereiro, Sarney simulou normalidade. Abriu as sessões plenárias pontualmente às 16h. E repetiu uma pantomima imutável.

Anunciava a abertura da “ordem do dia”, como os senadores se referem à lista de projetos pendentes de votação. Declarava a falta de quorum.

E, minutos depois de tê-la aberto, dava por encerrada a “ordem do dia”, franqueando os microfones para a discurseira dos senadores inscritos para ocupar a tribuna.

Assim foi consumido todo o mês de fevereiro. Que terminou sem um acordo entre o PT de Ideli e o PTB de Collor.

Essa e outras brigas foram adiadas para depois do Carnaval. Uma fase em que a conta bancária dos senadores já estará forrada com os vencimentos obtidos na folia pré-carnavalesca.

Globo exige na Justiça que Oscar Schmidt cumpra contrato até 2011

Da Redação

Se depender da Globo, o contrato do ex-jogador de basquete Oscar Schmidt com a Record, anunciado no início desta semana, não será cumprido. A 45ª Vara Cível do Rio de Janeiro concedeu liminar à emissora, que procurou a Justiça para contestar a contratação - Oscar tem compromissos com ela até 2011. “Quando não cumprem o contrato com a Globo, a empresa tem por política tomar as medidas cabíveis”, informou a Central Globo de Comunicação.

O departamento de Comunicação da Record informou que não vai se pronunciar.

O contrato com a Record prevê a participação do ex-jogador nos eventos esportivos cujos direitos de transmissão ela adquiriu, como a Olimpíada de Londres, em 2012, os Jogos Pan-Americanos, de 2011 e 2015, e a Olimpíada de Inverno de 2010, em Vancouver.

Oscar Schimdt não retornou nossas ligações até o fechamento desta nota.

EUA: Autoridades investigam fraude superior à de Madoff com fundos para reconstruir Iraque

16 de Fevereiro de 2009, 20:24

Lisboa, 16 Fev (Lusa) - As autoridades norte-americanas estão a investigar o alegado envolvimento de altas patentes do Exército num esquema fraudulento que pode envolver 128 mil milhões de dólares de fundos destinados à reconstrução do Iraque, noticiou o jornal norte-americano The Independent.

Segundo este jornal, a quantia exacta que terá desaparecido poderá nunca ser apurada mas um relatório do Inspector-Geral Especial dos Estados Unidos para a Reconstrução do Iraque (SIGIR, sigla em inglês) sugere que os fundos desviados deverão exceder os 50 mil milhões de dólares.

Caso se comprove, a fraude será superior ao esquema fraudulento montado pelo o gestor e ex-presidente da Nasdaq, Bernard Madoff, que alegadamente terá lesado os seus clientes em 50 mil milhões de dólares, no que era conhecido até à data como a maior fraude da história.

"Eu acredito que o verdadeiro saque do Iraque após a invasão foi realizado por responsáveis norte-americanos e empresas contratadas, não pelas pessoas dos bairros pobres de Bagdad", afirmou um empresário norte-americano activo no Iraque desde 2003, citado pelo The Independent.

Os líderes iraquianos estão convencidos que o roubo ou a perda dos fundos norte-americanos e do Governo do Iraque só poderá ter acontecido se altos responsáveis norte-americanos estiverem envolvidos no esquema corrupto.

Em 2004-05, a totalidade dos 1,3 mil milhões de dólares do orçamento militar iraquiano foi retirada do Ministério da Defesa do Iraque, que em troca recebeu helicópteros soviéticos com 28 anos, demasiado obsoletos para voar, e veículos blindados que eram facilmente penetrados por balas de uma espingarda.

Os responsáveis iraquianos foram culpados por esta fraude mas, na época, o controlo do Ministério da Defesa do Iraque estava nas mãos do Exército norte-americano, o que lança a suspeita sobre os responsáveis norte-americanos.

Os autoridades federais dos Estados Unidos estão agora a iniciar uma investigação sobre as acções de altas patentes do Exercito dos EUA envolvidas no programa de reconstrução do país, revelou o jornal norte-americano New York Times.

Este jornal adianta ainda, citando documentos judiciais, no início da ocupação do país pelas forças norte-americanas, republicanos bem relacionados receberam empregos no Iraque, independentemente da experiência.

Uma destas pessoas terá sido um jovem de 24 anos, oriundo de uma família republicana, que ficou responsável pela Bolsa de Valores de Bagdad, que teve de ser encerrada porque este jovem alegadamente se terá esquecido de renovar o contrato de arrendamento da sede da bolsa.

Na maioria dos casos, as empresas não terão iniciado ou concluído as infra-estruturas que deveriam construir, algo que não terá sido regulado devido à falta de segurança que instalou no Iraque após o Verão de 2003.

NM.

Lusa/fim

Fraudes na reconstrução do Iraque pelos EUA podem ser maiores que a de Madoff

Fevereiro 17, 2009

http://outroladodanoticia.wordpress.com/

As autoridades norte-americanas começaram a investigar o papel que algumas figuras da hierarquia militar dos Estados Unidos desempenharam no desaparecimento de 125 bilhões de dólares canalizados para a reconstrução do Iraque, e dos quais ninguém sabe prestar contas.

Pode ser a maior fraude da história norte-americana, maior ainda que a do corretor Bernard Madoff.

Um relatório do inspetor-geral para a reconstrução do Iraque adianta o número de 125 bilhões, embora não se saiba exatamente quanto dinheiro desapareceu.

Mas deve ser sempre maior que os 50 bilhões da fraude de Madoff, diz o jornal britânico The Independent.

Um dos casos investigados é o que terá sucedido aos 57,8 milhões de dólares enviados em notas de 200 para o controlador dos EUA para o sul e centro do Iraque, Robert J. Stein Jr, que até foi fotografado ao lado das pilhas de dólares.

Mas Stein é um dos poucos responsáveis dos EUA já condenados por fraude e lavagem de dinheiro, praticadas durante o período em que esteve destacado no Iraque.

Em causa estão figuras militares porque todas as responsabilidades de reconstrução do Iraque estavam ligadas ao Pentágono.

O jornal The New York Times relatou que os investigadores confiscaram os registros bancários do coronel Anthony B. Bell, que coordenava a atribuição de empreitadas relativas a diversos aspectos da reconstrução, em 2003 e 2004.

Os inspetores estão também a examinar as atividades do tenente-coronel Ronald W. Hirtle, com responsabilidades semelhantes em 2004.

As informações são do site Última Hora

Jornais admitem falhas na cobertura do caso Paula Oliveira

Carla Soares Martin e Sérgio Matsuura

Do portal comunique-se

Mesmo antes do fim da investigação da polícia suíça sobre o caso Paula Oliveira, jornais do Brasil admitem ter cometido falhas na cobertura. O suposto ataque de neonazistas contra a brasileira foi primeiramente noticiado pelo Blog do Noblat, e repercutido por praticamente toda a imprensa do País.

“Eu acho que a Folha foi mal como todos os outros jornais e veículos de comunicação. Foi precipitada. Compramos a notícia sem confirmação própria”, avalia o ombudsman da Folha de S. Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva.

O diretor de conteúdo do Estadão, Ricardo Gandour, afirma que o jornal registrou a informação divulgada pelo Blog do Noblat e foi a campo, com uma entrevista com o pai de Paula Oliveira e informações do Itamaraty. Porém, admite a falta do outro lado da história. “Ficou 24 horas num pé só. Serviu como um aprendizado para o futuro”, diz Gandour.

Essa é a mesma opinião do professor e ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação, Laurindo Leal Filho: “Os fatos eram graves demais para ficar em uma só versão”. Ele também ressalta a diferença da apuração realizada por blogs e por veículos de comunicação.

“Os blogs não substituem a cobertura jornalística. Os blogueiros não têm estrutura para planejar e executar uma cobertura. Para este caso, fazia-se necessária uma equipe de reportagem", afirma Leal Filho.

Apesar das avaliações negativas sobre a forma como a cobertura foi encaminhada, o ombudsman da Folha afirma que, se tivesse que decidir se daria ou não a notícia, também cometeria o erro.

“Se eu estivesse no lugar dos editores, iria cometer o mesmo erro. Existe uma cultura no jornalismo que tem que se dar a notícia o mais rapidamente possível”, admite Lins da Silva.

Jornais suíços criticam mídia brasileira no caso Paula Oliveira

Da Redação

Jornais da Suíça criticaram, neste sábado, a imprensa e o governo brasileiros no caso Paula Oliveira. O Neue Zürcher Zeitung disse que a mídia brasileira “passou dos limites”. Afirma que a imprensa brasileira traz frequentemente “notícias de fatos totalmente inventados, acusações que já destruíram a vida de outras pessoas”. O jornal suíço apresenta-se ainda contra o presidente Lula, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, por terem visto como fato as declarações da brasileira.

O 20 Minuten deu a seguinte manchete: “Lula da Silva ‘caranguejeia’ para trás”.

O Tages-Anzeiger: “Eles expuseram o Brasil ao ridículo”, falando das reações do governo brasileiro com a notícia dada pela mídia nacional. Em outra matéria, cujo título é “A tragédia de O.: lenha para a sociedade borderline”, o jornal afirma que a história é uma “lição de manipulação da mídia” e o interesse da sociedade por “personalidades portadoras de borderline”. O nome O. tem dupla referência: Oliveira, sobrenome de Paula, e uma alusão ao romance francês A História de O., que conta a história de uma mulher que se submete ao sadomasoquismo.

(*) Com informações da BBC Brasil.

Do portal Comunique-se


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

REFERENDO NA VENEZUELA


Mídia tenta chave de braço em Chávez

Por Mário Augusto Jakobskind

17/2/2009

(www.observatoriodaimprensa.com.br)

E a história se repete. Toda vez que na República Bolivariana da Venezuela se realiza uma consulta popular, como esta décima-quinta em 10 anos, no domingo (15/2), a mídia hegemônica volta as baterias contra o presidente Hugo Chávez. É um ciclo, que começa com algum comentário de Arnaldo Jabor no Jornal da Globo, passa por sucessivos editoriais do jornal do mesmo nome, matérias tendenciosas da correspondente de O Globo na América Latina, Janaina Figueiredo, não se excluindo a colunista Miriam Leitão, que destila ódio e cascatas contra o governo venezuelano. De quebra, ainda é acionado Merval Pereira, agora diretamente de Nova York, para falar contra o "caudilho" venezuelano. Dizer que não há uma campanha orquestrada, é difícil não acreditar, até porque nos demais veículos midiáticos conservadores o esquema é absolutamente o mesmo.

Este ano, houve o empurrão de um eurodeputado espanhol do Partido Popular, de direita, que foi expulso da Venezuela. O obscuro Luiz Herrero, amigo de Federico Jiménez Losantos, o boquirroto que declarou textualmente que a oposição venezuelana tinha que ter matado Chávez quando do golpe frustrado de 11 de abril de 2002, foi à Venezuela não para ser observador internacional, mas para dizer que Chávez é um ditador e assim sucessivamente. Que credibilidade pode ter como observador internacional, se antes de iniciar as observações emite um juízo de valor que serve mais aos oposicionistas do que a outra coisa?

Declarações tendenciosas

Ao voltar a Madri, disse que não tinha ido à Venezuela como observador, mas como convidado da oposição. Com a vitória do "Sim" (o "Sim" triunfou com 54,36% dos votos contra 45,63% para o "Não" e 32,95% de abstenção) não seria de se estranhar que ele estivesse dizendo que houve fraude.

Mas para a mídia hegemônica, nada disso importa, pois de antemão o juízo de valor dos "analistas" é afirmar que a expulsão representou um atentado aos direitos individuais do europarlamentar.

Outra manipulação corrente é afirmar, como fez Herrero, que "Chávez já perdeu há um ano o referendo que vai se realizar". Esta afirmação não corresponde à realidade objetiva. Em 2 de dezembro de 2007, os venezuelanos rejeitaram uma proposta de reforma constitucional, que incluía mais de 60 artigos. Agora, a consulta foi para saber se os eleitores concordariam em eliminar o número de vezes que pode um candidato se apresentar nas eleições.

E, ao contrário do que afirmam os analistas comprometidos com o conservadorismo, a proposta do Sim não significa necessariamente que o presidente Chávez vá se perpetuar no poder. Como ganhou o "Sim", o dirigente venezuelano agora terá que se candidatar e buscar os votos. Se por acaso o povo não o quiser mais, às urnas cidadãos, poderão convocar os opositores para votar contra Chávez. Se o desgaste de Chávez é tão grande, inclusive em bairros populares, como afirma a correspondente Janaina Figueiredo, então qual o receio de que ele vá se "perpetuar"? Vão novamente criar fatos para dizer que a máquina influiu na vontade dos eleitores?

Em toda eleição na Venezuela – e quase todos os anos as há – aparecem inúmeros observadores internacionais, representando as mais variadas tendências, que têm atestado a lisura das consultas. Agora, o tal Herrero veio visivelmente tentar azedar o processo com as declarações tendenciosas e que fazem parte do jogo da direita contra o governo da República Bolivariana da Venezuela.

Na Europa, pode

Há mais um detalhe técnico: a indignação da mídia hegemônica contra a possibilidade de um dirigente político executivo se candidatar por um número ilimitado de vezes nunca se estendeu aos 17 dos 27 países da União Européia. O Globo nunca reclamou com o fato de que na Suécia o primeiro-ministro Tage Fritiof ficou no cargo durante 23 anos seguidos, ou que Helmut Kohl governou durante 16 anos a Alemanha e Felipe González exerceu a função de presidente do governo espanhol por 14 anos seguidos. Isso para não ficar em exemplos mais antigos, como o de Charles De Gaulle ou François Mitterrand, na França, que ficaram vários anos seguidos na chefia do Executivo.

É que, para a mídia hegemônica, nos países mencionados pode, mas na Venezuela é "crime" e caracteriza perpetuação no poder.

O Globo, Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, Rede Globo e demais veículos não se emendam. Repetem toda vez a mesma história quando se trata de países nos quais os governos não seguem a linha ditada pelo conservadorismo.

Agência de notícias indígena

Fariam melhor esses veículos de comunicação se noticiassem, por exemplo, que os indígenas da Venezuela contarão, a partir de julho, com uma agência de notícias que divulgará fatos relacionados com suas comunidades e sua cultura, segundo informações prestadas pelo coordenador da Rede Nacional de Porta-vozes Indígenas da Venezuela (Renavive), Jesús Gonzáles, à agência oficial ABN, e divulgada pela agência de notícias Adital.

O objetivo é que este meio de informação cubra o território nacional e se integre dentro de redes similares espalhadas na América Latina. Em tempo algum a mídia hegemônica informará que a agência de informação indígena "estará a serviço das populações originárias do país" e que o projeto informativo contará, além disso, com o apoio do primeiro satélite venezuelano Venesat-1, batizado "Simón Bolívar", que foi lançado ao espaço no final de 2008 e já se encontra em funcionamento.

Alguns analistas possivelmente diriam, se noticiassem o fato, que se trata de um projeto autoritário e atentatório a liberdade de expressão, como têm feito ao longo dos anos quando comentam os acontecimentos na República Bolivariana da Venezuela.

A mídia prefere noticiar que em Caracas há anti-semitismo e cita como exemplo um incêndio numa sinagoga da capital venezuelana, onde estranhamente estão implicados os próprios seguranças do espaço religioso, incidente que foi condenado com veemência pelo governo venezuelano ao assinalar que se colocar contra as atrocidades de Israel na Faixa de Gaza não significa desrespeitar a liberdade de culto. Ou seja, o governo venezuelano condenou o lamentável incidente, que ainda está sendo investigado, mas a mídia conservadora e notórios defensores do sionismo culparam Chávez pelo "anti-semitismo", por não se conformarem com o rompimento de relações diplomáticas da Venezuela com Israel em protesto contra a ação militar desproporcional do exército israelense em Gaza.

Em suma, quanto mais avançar o projeto bolivariano, mais a mídia hegemônica vai demonizar Hugo Chávez e o país, como tem acontecido em relação a outras nações e presidentes que seguem uma trajetória de fortalecimento do Estado, de defesa incondicional das respectivas soberanias e, ainda por cima, quando os governos criam ou estimulam a criação de espaços midiáticos que se contrapõem ao esquema do pensamento único e da manipulação informativa.

Crise, que crise?


16/02/2009

todamidia.folha.blog.uol.com.br/

Do presidente do Wal-Mart para o Brasil, Hector Núñez, à Folha:

- Antes de mais nada, é preciso ressaltar que quem está em crise é o mundo. O Brasil vive apenas um momento turbulento, e isso é um fato, mostrado pelo consumo. Eventualmente, o consumo de alguns bens duráveis de alto valor pode estar sofrendo. Mas os últimos meses para nós têm sido acima das expectativas... O salário mínimo está aumentando, o Bolsa Família no Nordeste está ganhando velocidade. Este é um momento turbulento, mas é apenas um momento... Estamos bem focados na classe de menor renda. Essa classe média emergente é 70% da população.

Bilhões de burgueses

13/02/2009

todamidia.folha.blog.uol.com.br

A edição que está nas bancas da revista inglesa "The Economist" traz encartado um especial sobre "As novas classes médias nos mercados emergentes".

São dez textos, com pesquisas, perfis de consumo, e a aposta de que elas vão reagir à crise.

A introdução do encarte traz uma foto (e descreve a cena) de uma multidão diante de uma loja das Casas Bahias na favela de Paraisópolis, em São Paulo. "Esta é a nova classe média dos emergentes indo às compras", enuncia o texto.

Em outro trecho o artigo sentencia: "Pela primeira vez na história mais de metade do mundo é classe média, graças ao crescimento nos emergentes".

No seu editorial (entitulado "Mais dois bilhões de burgueses"), a "Economist" avalia que "a ascensão da nova classe média mudou o mundo." Mas alerta: "E se eles mergulharem de volta na pobreza?"

Jarbas Vasconcelos: ‘Parte do PMDB quer mesmo é corrupção’


14/02/2009

(josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br)

Em política, o que os atores dizem sob holofotes nunca é tão importante quanto o que é cochichado por trás das cortinas.

O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) virou personagem raro. Ele grita em cima do palco o que só se ouve no murmúrio das coxias.

Egresso do velho MDB, Jarbas é hoje um dissidente do PMDB. Desalentado com a política, deu ao repórter Otávio Cabral uma entrevista reveladora.

Vão abaixo algumas das declarações de Jarbas Vasconcelos:

- Sarney e a presidência do Senado:

É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador [...]. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

- Rotina no Senado:

Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan [Calheiros]. Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido.

- Renan na liderança do PMDB:

Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

- A situação do PMDB:

O PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

- O PMDB e a sucessão de 2010:

O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo [Dilma Rousseff], já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de [José] Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

- O governo Lula:

Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. [...] O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país.

- A popularidade do presidente:

O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre.

- O Bolsa Família:

É o maior programa oficial de compra de votos do mundo. Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. [...] Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada, cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família.

- Os políticos:

A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil. Por que há essa banalização dos escândalos? O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização.

- O PT:

O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: "Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?".

- A corrupção:

É um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

- As chances de Dilma:

A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

- O Futuro pessoal:

Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Garoto de 13 anos é um dos pais mais jovens do Reino Unido



13 de fevereiro de 2009 • 09h05 • atualizado às 20h24 - EFE - Agência EFE


13 de fevereiro de 2009

Uma menino inglês de 13 anos se transformou em um dos pais mais jovens do Reino Unido após sua namorada, de 15, dar à luz a pequena Maisie, publica nesta sexta o jornal The Sun.

Alfie Patten, 13 anos, mas com aparência muito mais infantil, e sua namorada Chatelle Steadman afirmam na entrevista concedida ao jornal que decidiram seguir adiante com a gravidez logo após saber da notícia, apesar de sentirem medo da reação de seus pais.

Os jovens, que moram em Eastbourne, no sul da Inglaterra, guardaram o segredo até as 18 semanas de gravidez, quando a mãe de Chantelle começou a suspeitar.

O pai de Alfie disse que o adolescente "ainda não assimilou" tudo o que se passou e lamentou que seu filho "não saiba a responsabilidade que é trazer um bebê ao mundo".

A mãe da namorada - cujo marido está desempregado - disse, por sua vez, que "já temos cinco filhos para alimentar, por isso Maisie será uma grande responsabilidade econômica, mas somos uma família e seguiremos adiante todos juntos".

O caso de Alfie e Chantelle não é o único do tipo no Reino Unido, já que, em 1998, Sean Stewart e Emma Webster foram pais com apenas 12 e 15 anos, respectivamente.

Jovem reclama paternidade de filha de garoto de 13 anos

Londres - Um segundo adolescente alegou neste domingo ser o pai de uma criança nascida no Reino Unido, cuja história causou comoção social em função da pouca idade do pai, que teria 12 anos quando a namorada engravidou. Na última sexta-feira Alfie Patten, 13 anos, a namorada e a filha recém-nascida, foram tema de uma reportagem do jornal The Sun, que trouxe fotos do rapaz, que aparenta ser ainda mais jovem do que realmente é.

Neste domingo, o News of the World informa que Richard Goodsell, 16 anos, diz ser o pai da pequena Maisie. "Eu sei que posso ser o pai. Todos acham que sou. Meus amigos dizem que o bebê tem os meus olhos e até mesmo minha mãe acha isso", afirmou o jovem.

Para Goodsell, um exame de DNA pode solucionar o problema. "Se sou o pai, tenho o direito de saber", disse ao jornal britânico.

Na entrevista concedida ao The Sun, Alfie Patten e a namorada Chatelle Steadman afirmaram que decidiram seguir adiante com a gravidez logo após saber da notícia, apesar de sentirem medo da reação de seus pais.

As informações são do Terra

América Latina escapará da crise, diz ex-BID


da Efe, em Lisboa

O ex-chefe do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) e secretário-geral da Comunidade Iberoamericana, Enrique Iglesias, disse que a América Latina escapará da atual crise econômica, em entrevista publicada nesta terça-feira no "Diário Econômico", de Portugal.

Iglesias disse que a América Latina está mais bem preparada para enfrentar a crise, devido ao crescimento sustentado na região durante os últimos anos, à baixa inflação e à correta política monetária.

Ele advertiu, no entanto, que a América Latina enfrentará problemas de restrição de crédito, tanto no setor público quanto para a empresa privada.

A falta de crédito, segundo o ex-BID, afetará especialmente as grandes empresas da região, que agora terão que recorrer ao mercado local para comprar dólares. Ele afirmou que, nesse novo cenário, acontecerá a desvalorização do real brasileiro e do peso mexicano, o que provocará empresas altamente endividadas nos mercados internacionais.

Além disso, Iglesias indicou a dramática queda das remessas que chegam aos países latino-americanos a partir dos Estados Unidos, principalmente, devido à perda de emprego entre os imigrantes.

Iglesias ressaltou que, apesar de tudo que foi dito antes, a economia crescerá entre 1% e 2% na região durante 2008, o que, segundo ele, é um sinal de que a América Latina está mais bem preparada para enfrentar a crise.

O secretário-geral ibero-americano disse que a recuperação econômica em nível global só chegará a partir de 2011.

Prisões têm 'boom' de suicídios suspeitos

Fonte - O Globo

domingo, 15 de fevereiro de 2009 às 16h00m

RIO E SÃO PAULO - Nos últimos três anos, os casos de suicídio na população carcerária cresceram 40% (de 77 para 108). As autoridades desconfiam desta estatística porque descobriram que presos chegam a ser forçados por outros a tomar coquetéis venenosos - com cocaína e água - que provocam paradas cardíacas.

A pedido do GLOBO, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça fez um levantamento que revela uma mudança na tática das facções criminosas que controlam as penitenciárias: os líderes das quadrilhas estão forjando suicídios nas celas de presos que não obedecem à lei do crime, o que acaba distorcendo as estatísticas. É o que mostra reportagem de

Flávio Tabak e Soraya Aggege na edição deste domingo em O GLOBO.

(Qual a solução para o sistema prisional?)

A proporção de suicidas é quase cinco vezes maior dentro das penitenciárias e delegacias do que do lado de fora. Segundo o Datasus, em 2007, pelo menos 8.500 brasileiros teriam cometido suicídio - média de um caso para 22.331 pessoas da população do país. Já nas carceragens, foram 97 suicídios, em 2007, para uma população prisional de 422.373 detentos - um caso para cada 4.354 presos.

As mortes naturais, como as causadas por doenças, também subiram de 586 em 2006 para 819 em 2008 - alta de 39%. Já os assassinatos caíram 21%: de 336 para 264, o que pode indicar a mudança na forma de agir das quadrilhas.

'Não há democracia nos porões', diz OAB

As dívidas de drogas são a principal causa dos suicídios forçados nas prisões comandadas por uma facção paulista, inclusive em estados como Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná. Esses débitos e as mortes decorrentes deles teriam aumentado tanto nos últimos anos, que a facção proibiu a venda de crack para presos. O preços das drogas nas prisões chega a ser três vezes maior que nas ruas.

O advogado Antonio Everton de Souza, da Comissão de Direitos Humanos da OAB suspeita das chamadas "mortes naturais".

- Tuberculose e pneumonia não têm socorro e viram mortes naturais. Não há democracia nos porões. Mandam as facções e os chamados agentes do Estado. Não há lei alguma atrás dos muros - afirma.

O diretor do Depen, Airton Michels, admite que os números e os tipos de óbitos das cadeias brasileiras, informados pelas secretarias estaduais, estão longe da realidade. Embora os dados do próprio departamento, vinculado ao Ministério da Justiça, mostrem um aumento das mortes naturais, Michels diz que existem incoerências porque as secretarias responsáveis pelas cadeias não estão assumindo corretamente o seu papel.